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Inovação, startups e empreendedorismo sem complicação.
Informação para o próximo passoquarta-feira, 7 de outubro de 2026
Edital lançado em Belém vai selecionar até dois fundos de participações; dinheiro do FNDCT só pode ir para empresas inovadoras ligadas ao uso sustentável da biodiversidade brasileira.

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) usou a vitrine da COP30, em Belém, para anunciar nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025, três novas chamadas que somam R$ 460 milhões. Para quem empreende com biodiversidade, a de maior interesse é a menor delas: R$ 60 milhões para entrar como cotista em até dois fundos de investimento em participações (FIPs) que comprem participação em empresas de bioeconomia e sustentabilidade.
Em vez de apoiar diretamente as empresas, a Finep vai escolher gestoras de venture capital e investir nos fundos delas, com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). São esses fundos que depois vão selecionar e financiar as startups. Na prática, o edital aumenta o volume de capital de risco disponível para negócios da bioeconomia, sem que o empreendedor precise disputar a chamada.
O edital define o perfil das chamadas sociedades-alvo que podem receber os recursos do FNDCT e da Finep. Elas precisam integrar a bioeconomia ou gerar efeitos positivos para o uso tecnológico e sustentável da biodiversidade brasileira, ter a inovação como elemento central do negócio, nos termos da Lei de Inovação, e ter sede no Brasil no momento do investimento. A participação dos fundos nessas empresas deve ser, de preferência, minoritária.
Os fundos não precisam investir só em bioeconomia. A regra é proporcional: ao fim do período de investimentos, a fatia aplicada nas sociedades-alvo tem de ser pelo menos igual à fatia de recursos que o FNDCT e a Finep integralizaram no fundo. Juntos, os dois podem deter até 50% do capital subscrito. O edital também pontua positivamente fundos que reservem parte do dinheiro para empresas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, embora isso não seja obrigatório.
O Pró-Amazônia 2025, de R$ 150 milhões, é voltado à Amazônia Legal e financia equipamentos, serviços e bolsas de pesquisa em áreas como biotecnologia e valorização da biodiversidade, energias renováveis, recursos hídricos, saúde pública e tecnologias da informação, incluindo inteligência artificial. A terceira chamada, de R$ 250 milhões, apoia a recuperação, preservação e digitalização de acervos de arquivos, bibliotecas, herbários e museus.
Sobretudo, o lançamento dos editais durante a COP30 demonstra o compromisso estratégico da Finep com a inovação sustentável, valorizando a biodiversidade e promovendo impacto direto para a população.
Startups de bioeconomia costumam enfrentar ciclos longos de pesquisa e validação, o que afasta parte do capital de risco tradicional. Neste edital, o compromisso com o setor está escrito nas regras: o fundo selecionado terá metas mínimas de alocação em bioeconomia atreladas ao dinheiro público que recebeu. Para fundadores do setor, a hora de se aproximar das gestoras é quando os fundos selecionados forem conhecidos e começarem a montar a carteira.
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