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Informação para o próximo passoquinta-feira, 8 de outubro de 2026
Quinto fundo do braço de venture capital da Endeavor supera a meta, recebe o Itaú Ventures como cotista e mira startups que usam inteligência artificial para resolver problemas complexos fora dos grandes polos.

A Endeavor Catalyst, braço de venture capital da organização de apoio ao empreendedorismo, anunciou em 7 de outubro o fechamento final de seu quinto fundo, com US$ 320 milhões. O valor superou a meta de US$ 300 milhões estimada no início de 2025, quando a captação começou, e é o maior veículo já levantado pela gestora. Com ele, a Catalyst passa a administrar mais de US$ 850 milhões em cinco fundos.
Um dos novos cotistas é o Itaú Ventures, unidade de corporate venture capital do Itaú Unibanco. Segundo o Startups, é o primeiro investimento da estratégia de fundo de fundos lançada pelo Itaú Ventures no início de 2026, pensada para acompanhar gestoras e mercados diferentes em vez de escolher startups diretamente.
A Catalyst não lidera rodadas. Segundo o TechCrunch, para receber o cheque a empresa precisa antes entrar na rede da Endeavor, que no último ano avaliou mais de 10 mil candidatos e selecionou 88. Depois disso, ela se torna elegível quando levanta pelo menos US$ 5 milhões com um investidor institucional líder. A Catalyst entra nas mesmas condições, com cheques que costumam ficar entre US$ 1 milhão e US$ 3 milhões e não passam de 10% da rodada. Ao NeoFeed, a Endeavor citou cheques na casa de US$ 2 milhões, sempre acompanhando outros fundos.
O Fund V já fez 32 aportes em 30 empresas, entre elas Replit, Moove, Preply, Cashea, Respond.io, HappyRobot, Flash e Lunar Outpost. Até o fim de 2026, a gestora planeja investir mais US$ 25 milhões a US$ 30 milhões. A América Latina segue como principal região da Catalyst, mas a Europa acelerou: foram 12 aportes no primeiro semestre de 2026, contra 14 em todo o ano anterior, segundo o Startups.
O Brasil abriga o maior escritório da Endeavor no mundo, e a Catalyst já fez 47 investimentos no país, em nomes como Wellhub e iFood. Ao NeoFeed, Maria Teresa Fornea, managing director da Endeavor Brasil, disse que o país reúne o que o fundo procura agora: problemas complexos e de grande escala que podem ser resolvidos por uma nova geração de aplicações de IA. Saúde, segurança, educação, serviços e setores muito regulados aparecem entre as áreas com potencial.
Fintech não perdeu a atratividade. O que acontece é que outras indústrias que estavam menos resolvidas se tornaram viáveis
Para Fornea, a IA também muda a velocidade de crescimento: empresas mais leves conseguem buscar mercados globais mais cedo, o que reduz a concentração de risco em um único país. Somados os cinco fundos, até 22 de setembro a Catalyst havia investido em 437 empresas de 44 mercados, com 39 saídas.
O fundo não é porta de entrada para quem está começando: o dinheiro chega a empresas que já passaram pela seleção da Endeavor e já atraíram um investidor líder relevante. Para startups em estágio inicial, a mensagem está na tese. Há capital internacional disposto a apostar em empresas brasileiras que usam IA fora das fintechs, em setores difíceis e regulados, desde que mostrem ambição de escala global.
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