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Investimentos

Monashees é escolhida para gerir fundo de IA de até R$ 500 milhões do BNDES e da Finep

Fundo vai investir em startups que têm a inteligência artificial no centro do negócio; chamada pública teve 17 propostas, com Bossanova e Patria em seguida.

Redação Inova Simples4 min de leitura
Corredor de servidores: o novo fundo mira startups em que a IA é o núcleo do produto
Corredor de servidores: o novo fundo mira startups em que a IA é o núcleo do produto Imagem gerada por IA

O BNDES e a Finep definiram quem vai administrar o fundo público-privado criado para investir em startups brasileiras de inteligência artificial. A escolhida foi a Monashees Gestão de Investimentos, gestora de venture capital fundada em 2005 por Eric Acher e Fabio Igel. O Fundo de Investimento em Participações (FIP) de Inteligência Artificial tem potencial para mobilizar até R$ 500 milhões.

IA como núcleo, não acessório

A chamada pública foi lançada em 9 de abril de 2026 pela BNDESPAR em parceria com a Finep, com prazo para propostas até 28 de maio. O edital deixa claro o perfil das empresas-alvo: startups intensivas em inteligência artificial, que tenham a tecnologia como elemento central do modelo de negócios e da geração de valor, e não apenas como ferramenta acessória ou complementar. O objetivo é ampliar o número, o faturamento e a presença global de startups brasileiras desse tipo.

O fundo precisa ter capital mínimo de R$ 160 milhões. A BNDESPAR pode comprometer até R$ 125 milhões e o FNDCT, por meio da Finep, até R$ 80 milhões, com cada cotista âncora limitado a 25% do capital total. O restante deve ser captado pela gestora junto a outros investidores. A iniciativa faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA).

  • Setores estratégicos: agropecuária, saúde, infraestrutura, transformação digital da indústria, bioeconomia e tecnologias de segurança nacional
  • 30% dos recursos da Finep reservados a startups do Norte, Nordeste e Centro-Oeste
  • Critérios de seleção: histórico da gestora, equipe, tese de investimento, captação, custos do fundo e aderência das empresas-alvo ao perfil
Com este fundo, serão criadas condições para o surgimento de novas empresas inovadoras, a formação e manutenção de talentos no país, bem como o aumento da produtividade da economia brasileira
Aloizio Mercadante, presidente do BNDES

Disputa entre grandes gestoras

Das 17 propostas, a da Monashees ficou em primeiro lugar. A Bossanova ficou em segundo e o fundo Patria High Growth, em terceiro. A proposta vencedora segue agora para análise contratual, negociação do regulamento do fundo e diligência jurídica. Se for desclassificada nessa fase, as demais podem ser chamadas pela ordem do ranking, e essa lista de reserva vale por 18 meses. O edital ressalta que a seleção não gera obrigação contratual: os investidores âncora podem desistir da operação sem dever compensação.

A escolha reforça a aposta da Monashees em inteligência artificial. A gestora lançou recentemente, em parceria com o Google, o Gama Fund, também dedicado a startups de IA.

O que muda para quem empreende com IA

Para fundadores de startups de IA, o fundo significa mais uma fonte de capital de risco no país, com foco declarado em setores como saúde, agro e indústria e com recursos reservados para fora do eixo Sul-Sudeste. O recado do edital também é útil: o critério é ter a inteligência artificial no centro da geração de valor. Negócios que apenas acoplam um recurso de IA a um produto tradicional dificilmente se encaixam nessa tese.

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