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Informação para o próximo passoquarta-feira, 7 de outubro de 2026
Rodada da startup de monitoramento de máquinas industriais, fundada no Brasil em 2019, foi liderada pela Sapphire Ventures e está entre as maiores do ano no país.

A Tractian, startup criada no Brasil que desenvolve sensores e software com inteligência artificial para monitorar máquinas industriais, anunciou oficialmente nesta quinta-feira (5) uma rodada série C de US$ 120 milhões, cerca de R$ 700 milhões. O aporte foi liderado pela Sapphire Ventures, com participação de General Catalyst, Next47 e NGP Capital.
A captação já havia sido confirmada pela empresa à imprensa brasileira no fim de novembro. Segundo a Bloomberg Línea, a rodada avaliou a companhia em R$ 4 bilhões e elevou para R$ 1,05 bilhão o total levantado pela startup em quatro rodadas.
A Tractian foi fundada em 2019 pelos brasileiros Igor Marinelli, Gabriel Lameirinhas e Leonardo Vieira. O produto combina hardware e software: sensores instalados nos equipamentos captam sinais como ruído, vibração e temperatura, e a plataforma usa esses dados para identificar defeitos e antecipar falhas, permitindo que a manutenção seja feita antes da quebra.
Hoje a empresa tem sede em Atlanta, nos Estados Unidos, e escritórios em São Paulo e na Cidade do México. Entre os clientes citados estão Suzano, Dexco, M. Dias Branco e Nissan Brasil. A companhia afirma ter mais de 200 engenheiros dedicados a pesquisa e desenvolvimento e ter depositado 12 patentes em 2024, além de ser a única empresa voltada à manufatura na lista Forbes AI 50.
We see Tractian as a transformative force in the industrial sector, addressing one of the most expensive challenges facing manufacturers today—unplanned downtime.
De acordo com a empresa, os recursos serão usados para acelerar o desenvolvimento de produtos de IA para a manufatura, ampliar a presença comercial e contratar profissionais de engenharia, ciência de dados e vendas. Segundo a Bloomberg Línea, os planos incluem ainda um novo laboratório no Brasil, previsto para junho de 2025, e a possibilidade de crescer por meio de aquisições.
O argumento de mercado é o custo das paradas não planejadas. No comunicado, a Tractian cita estimativa de que essas interrupções custam US$ 1,4 trilhão por ano às 500 maiores empresas do mundo, o equivalente a 11% de suas receitas anuais.
Em um mercado de venture capital em que os grandes cheques ficaram concentrados em fintechs nos últimos anos, a rodada da Tractian chama atenção por vir de uma empresa de tecnologia industrial, que depende de hardware próprio e de vendas para fábricas, um ciclo comercial tradicionalmente mais longo. Também é um exemplo de startup nascida no Brasil que buscou cedo o mercado internacional: segundo a Bloomberg Línea, 40% da receita já vem de fora do país.
Para fundadores de empresas de base tecnológica, o caso reforça que há apetite de investidores globais por soluções que resolvam problemas caros e mensuráveis da economia real, desde que a tese mostre escala além do mercado doméstico.
Tractiansérie Cindústriainteligência artificial

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