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Informação para o próximo passoquarta-feira, 7 de outubro de 2026
Um ano e meio depois de se apresentar no evento da NVIDIA, a startup brasileira diz processar 30 mil provas virtuais por dia, ampliou a plataforma para guarda-roupa digital e exibe resultados com a distribuidora da Nike no Brasil.
Continuação de Doris: provador virtual com IA usou tecnologia NVIDIA e nuvem Oracle (18 de mar de 2025)

Em março de 2025, a brasileira Doris ganhou projeção ao apresentar seu provador virtual com inteligência artificial na conferência GTC, da NVIDIA, na Califórnia. Na época, a startup operava no Brasil, no Catar, no Chile e na Ucrânia, e tinha 25 contratos assinados no país, a maioria ainda em fase de prova de conceito, segundo entrevista do CEO à Times Brasil. Desde então, a empresa ampliou o produto e passou a divulgar números de escala.
Em outubro de 2026, a Doris informou, em material divulgado com a Oracle, que sua plataforma suporta mais de 30 mil provas virtuais por dia e que o número de usuários ativos mensais cresceu 127% entre maio e junho. A empresa também passou a oferecer ao consumidor a digitalização do próprio guarda-roupa a partir de fotos, a montagem de combinações de looks e recomendações personalizadas de produtos.
Os ganhos de desempenho vieram da migração para a infraestrutura de nuvem da Oracle. Segundo a empresa, o tempo de cada prova virtual caiu de 30 para cerca de 5 segundos, o desempenho geral da aplicação melhorou mais de 80% e o treinamento dos modelos de IA, que levava 10 dias, passou a levar 2. São números informados pela própria Doris e pela fornecedora de nuvem.
Acreditamos que o futuro da moda digital está em compreender cada consumidor como um indivíduo, e não simplesmente oferecer mais produtos.
A NVIDIA publicou um estudo de caso sobre o uso da tecnologia pelo Grupo Fisia, distribuidor oficial da Nike no Brasil. O projeto foi feito com a consultoria de IA Marvik e usa GPUs e softwares de inferência da NVIDIA, além de modelos Stable Diffusion. Com duas fotos tiradas pelo celular, de frente e de lado, o cliente gera um avatar e vê como a roupa veste no próprio corpo, tanto no site quanto num espelho interativo instalado na loja.
De acordo com o estudo, a taxa de conversão nas lojas físicas subiu de 8% para 20%, o tíquete médio aumentou 45% e o retorno sobre o investimento chegou a 128%. Os resultados são de uma experiência específica, medida pelas empresas envolvidas, e não valem automaticamente para qualquer varejista.
With Doris Mirror, consumers can see clothes on their own bodies directly in the shop window, in a touchless and personalized way.
Na descrição do executivo, o espelho permite ao consumidor ver as roupas no próprio corpo, sem toque e de forma personalizada, ainda na vitrine.
A empresa afirma que avalia oportunidades nos Estados Unidos e no Oriente Médio, mercados em que, segundo ela, privacidade de dados, conveniência e relevância cultural pesam nas compras de moda pela internet. Na entrevista de 2025, o CEO já relatava operação em seis pontos de venda e no comércio eletrônico de um grande grupo varejista do Catar, além de negociações nos Emirados Árabes Unidos e na Arábia Saudita.
A trajetória mostra um movimento comum entre startups de IA aplicada ao varejo: começar com uma funcionalidade pontual, como sugerir o tamanho certo, e tentar virar uma plataforma que acompanha o consumidor antes, durante e depois da compra.
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