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Informação para o próximo passoquarta-feira, 7 de outubro de 2026
Plataforma de gestão de viagens e despesas corporativas quer reforçar o time comercial, integrar soluções de pagamento e crédito e abrir operação fora do Brasil.

A Paytrack, plataforma de gestão de viagens e despesas corporativas fundada em Blumenau (SC), anunciou em 22 de janeiro de 2025 a captação de R$ 240 milhões em uma rodada série B. O aporte foi liderado pela Riverwood Capital, gestora de San Francisco especializada em empresas de software, que no Brasil tem no portfólio nomes como VTEX, QuintoAndar, Dock e Gupy.
Segundo a empresa, trata-se da maior rodada já registrada no segmento de viagens e despesas corporativas. A captação anterior havia sido uma série A de R$ 8,5 milhões, em julho de 2021, liderada pelo fundo Parceiro Ventures.
Esse aporte é o maior investimento já realizado no setor de viagens B2B na América Latina.
A startup foi fundada em 2017 pelo casal Daniele Amaro e Edson Gonçalves. O software reúne em uma única plataforma as etapas de uma viagem a trabalho, do carro por aplicativo até o aeroporto à compra de passagens aéreas e ao pedido de reembolso de alimentação. As empresas contratantes podem cadastrar políticas de gastos, como limites de valor e antecedência mínima para comprar voos, e a ferramenta faz leitura automática de documentos fiscais para barrar reembolsos repetidos ou de itens não cobertos.
De acordo com a companhia, o crescimento médio foi de 80% ao ano nos três anos anteriores à rodada. Em 2024, a plataforma gerenciou cerca de R$ 3 bilhões em despesas corporativas de mais de 7 mil clientes ativos, entre eles JBS, WEG, Sicredi, Unimed e Equatorial.
Os recursos serão usados para ampliar a equipe comercial, com foco em grandes contas e presença nas capitais, e para desenvolver novos produtos. A previsão divulgada era passar de 370 para 500 funcionários ao longo de 2025. Outro pilar é a integração de meios de pagamento e crédito à plataforma, aproximando a gestão da despesa do pagamento em si.
Edson Gonçalves, cofundador e vice-presidente de produto, afirmou em nota que os clientes vêm pedindo ferramentas que conectem gestão e pagamento de forma integrada. A internacionalização também está no radar: a empresa já atende companhias brasileiras com operação no exterior e planeja abrir escritórios fora do país a partir de 2026, olhando inicialmente para México e Colômbia.
Segundo Góes, a Paytrack vinha sendo procurada por diversos fundos, e a escolha da Riverwood levou em conta o apoio a governança corporativa e a iniciativas estratégicas. Francisco Alvarez-Demalde, cofundador da gestora, disse ao NeoFeed que as empresas brasileiras estão adotando cada vez mais software e automação para gerenciar viagens e despesas, e que a Paytrack construiu a plataforma mais forte do país para grandes empresas.
Para fundadores fora do eixo Rio-São Paulo, o caso reforça que é possível construir uma empresa de software B2B de escala nacional a partir de uma cidade média, com clientes de grande porte, e atrair capital internacional de crescimento quando os números de crescimento sustentam a tese.
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