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Startups

Brasil tem 9 das 12 startups latinas mais perto de virar unicórnio, diz Distrito

Relatório Corrida dos Unicórnios 2026 analisou 50 empresas da região; fintechs dominam a lista e todas as selecionadas já usam inteligência artificial.

Redação Inova Simples4 min de leitura
Blocos de largada em pista de atletismo: a disputa para chegar a US$ 1 bilhão de avaliação
Blocos de largada em pista de atletismo: a disputa para chegar a US$ 1 bilhão de avaliação Imagem gerada por IA

Depois de um 2025 sem nenhum novo unicórnio brasileiro, o país continua sendo o principal celeiro de candidatas a esse posto na América Latina. É o que mostra o relatório Corrida dos Unicórnios 2026, da Distrito, divulgado no início de março: das 12 startups latino-americanas com mais chances de alcançar avaliação de US$ 1 bilhão, nove são brasileiras. A Colômbia aparece com duas e o México, com uma.

Quem está na lista

Para chegar à seleção final, a Distrito avaliou 50 empresas com potencial concreto de atingir o status de unicórnio. Os filtros consideraram maturidade do negócio, receita, velocidade de crescimento, capital captado e estabilidade financeira. A maioria das escolhidas está na Série C, e as fintechs respondem por sete das 12 posições, com forte presença de modelos SaaS voltados ao mercado corporativo (B2B).

  • Nomad (Brasil, fintech, Série B): US$ 117,5 milhões captados
  • Omie (Brasil, fintech, Série D): US$ 296,2 milhões
  • Tractian (Brasil, tecnologia industrial, Série C): US$ 183,7 milhões
  • Enter (Brasil, lawtech, Série A): US$ 40,5 milhões
  • Simetrik (Colômbia, fintech, Série B): US$ 118,8 milhões
  • Cayena (Brasil, foodtech, Série B): US$ 89,5 milhões
  • Addi (Colômbia, fintech, Série D): US$ 788,3 milhões
  • Mottu (Brasil, mobilidade, Série C): US$ 112 milhões
  • Klar (México, fintech, Série C): US$ 457,5 milhões
  • Flash (Brasil, HRtech, Série C): US$ 130 milhões
  • Celcoin (Brasil, fintech, Série C): US$ 156,1 milhões
  • Asaas (Brasil, fintech, Série C): US$ 186,9 milhões

Duas brasileiras ganham destaque na descrição do relatório. A Omie, que oferece um sistema de gestão (ERP) em nuvem para pequenas e médias empresas, cobrindo as rotinas financeira, fiscal e contábil, atingiu o ponto de equilíbrio no fim de 2023. Já a Tractian combina sensores de internet das coisas e software para monitorar máquinas industriais e prever falhas antes que elas parem a produção.

IA virou infraestrutura

Um dado chama atenção: todas as 12 startups da lista já usam inteligência artificial em seus modelos de negócio. Isso não significa que sejam empresas de IA. Segundo a Distrito, só três podem ser classificadas como AI-first, ou seja, nasceram com a tecnologia no centro do produto. A maior parte aplica IA para automatizar e otimizar processos, e algumas avançam em personalização, análise de perfil de clientes e monitoramento preditivo.

México na dianteira em 2025

O relatório lembra que os unicórnios latino-americanos criados em 2025 foram mexicanos: a Plata e a Kapital. Ao mesmo tempo, o fato de muitas brasileiras repetirem presença em listas de candidatas é lido pela Distrito como sinal de consistência operacional, com crescimento sustentado, tração comercial e fundamentos financeiros capazes de sustentar a tese de avaliação bilionária.

Lições para quem está começando

Para o pequeno empreendedor, a lista ajuda a enxergar o que o investidor procura hoje. Os critérios usados pela Distrito, como receita, ritmo de crescimento e estabilidade financeira, valorizam negócios com fundamentos sólidos, e não apenas promessas de escala. A forte presença de soluções B2B, como gestão financeira para PMEs, recursos humanos e manutenção industrial, também mostra que resolver dores concretas de outras empresas continua sendo um dos caminhos mais consistentes para crescer.

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